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Vai ter Pokémon Go SIM!

Pokémon GO está causando nas redes sociais. Lançado no Brasil na semana passada, o game já foi baixado por mais de 50 milhões de pessoas no país. Tanto sucesso ganhou atenção até mesmo dos noticiários televisivos brasileiros.

poke jg
No dia do seu lançamento (03/08) Pokémon Go foi destaque no Jornal da Globo. A edição especial sobre os Jogos Olímpicos falou que os atletas ficaram felizes com a chegada do jogo ao Brasil.

Mas o jogo já sofre os efeitos colaterais do sucesso. Nas redes sociais surgiram inúmeras críticas ao jogo e aos jogadores.

Pokémon Go é acusado de ser extremamente viciante, perigoso, “idiotizante” e até de ser uma arma espiã: “coisa da CIA”.

Levanta e Anda

Nostalgia

O apelo de Pokémon Go é antes de tudo emocional. A nostalgia tomou conta de inúmeros jovens adultos no mundo todo porque eles de repente se viram diante da possibilidade de realizarem um sonho da infância: se tornarem treinadores e caçadores de pokémons na vida real. Pois os monstrinhos são virtuais, mas a sensação da caçada e dos duelos entre os monstrinhos é bastante real.

O Pais em Apuros entende esse sentimento. Afinal, Pokémon fez parte da infância dos filhos dos nossos idealizadores, João Gambini (dois filhos) e Adriana Souza (duas filhas).

Pokémon foi o desenho de aventura favorito de uma geração. Um grande sucesso de seu tempo, assim como Cavaleiros do Zodíaco e Caverna do Dragão.

Já crianças mais novas foram capturadas pelo universo mágico dos bichinhos e o poder do boca a boca.

Pokemon Go - Pais em Apuros!
Quem é de Pokemon vai com a Alissa (11 anos). Quem é de subir em árvore vai com Helena (8 anos). Pra que confusão né, gente? Dá pra brincar junto Sim!“. Palavras da Adriana Souza, idealizadora do Pais em Apuros, que no último final de semana levou suas pequenas para passear e caçar pokemons no parque.

Opinião Pais em Apuros

Pokémon Go é viciante?

Pokemon Go - Pais em Apuros!
Vale a reflexão: As pessoas esquecem do mundo real por causa de Pokémon Go?

Pode viciar, mas na mesma medida que qualquer outro game também pode ser viciante. Assim como defendemos no texto sobre “games violentos”, o perigo mora no tempo de jogo. Passar o dia inteiro jogando não é saudável. Viver de Pokémon é ruim. Mas não há problema algum em se gastar umas duas horinhas por dia se divertindo caçando os bichinhos.

Pokémon Go é perigoso?

O jogo se utiliza de uma tecnologia chamada Realidade Aumentada. O jogador interage com os personagens tendo como plano de fundo o mundo real. Para encontrar os bichinhos virtuais é necessário explorar o mundo real. Por isso é necessário cuidado. No mundo real existem avenidas movimentadas, becos escuros, pessoas mal-intencionadas.

Pokemon Go
O problema da falta de etiqueta social das pessoas não é culpa de Pokemon Go. #FICAADICA da Capivara. É o smartphone, gafanhoto ;D

Atentos a isso, até mesmo os criadores de Pokemon Go aconselham que os pais acompanhem seus filhos pequenos nas caçadas. Ficar distraído olhando para a tela pode sim ser perigoso. Só que esse perigo não é exclusividade do jogo. Atravessar uma rua sem checar o sinal, bater a cabeça em postes e esbarrões entre pedestres, são situações perigosas e incômodas causadas por pessoas distraídas com seus smartphones em todo o mundo.

Pokémon Go faz bem para a saúde!

Segundo J.J Bouchard, gerente de mídia digital do hospital e especialista em vida de crianças. Graças ao jogo as crianças passaram a se comunicar mais dentro do hospital e a rotina mudou completamente. “É uma forma divertida de incentivar os pacientes a se locomoverem pelo hospital”, disse Bouchard. “Este aplicativo está sendo capaz de tirar as crianças da cama e fazer elas andarem.”
Hospital C.S Mott Children’s, Michigan -EUA : Graças ao jogo as crianças passaram a se comunicar mais dentro do hospital e a rotina mudou completamente.

“É uma forma divertida de incentivar os pacientes a se locomoverem pelo hospital. Este aplicativo está sendo capaz de tirar as crianças da cama e fazer elas andarem.”

J.J Bouchard, gerente de mídia digital do hospital e especialista em vida de crianças.

#1 Pokémon é um jogo que não pode ser jogado do sofá. Ele exige que o jogador saia de casa e ande quilômetros para encontrar novos pokémons, bem como para evolui-los. Logo, Pokémon Go! é uma excelente oportunidade para combater o sedentarismo.

#2 O game também tem sido um alento para pais e mães de crianças doentes e introvertidas. Pokémon Go! tem conseguido animar crianças doentes a se levantarem das camas em hospitais; há relatos de crianças com autismo e de crianças tímidas que estão conseguindo se relacionar com outras pessoas devido o jogo; e até mesmo casos de crianças depressivas se sentindo estimuladas a sair de casa por causa do jogo.

Pokémon Go! é “idiotizante”?

Alguém conta pro Datena que bem antes de inventarem Pokémon Go, milhares de celulares já são roubados todos os dias no mundo. O problema é quem rouba, não quem joga.
Alguém precisa contar para o Datena que bem antes de inventarem Pokémon Go, milhares de celulares já eram roubados todos os dias no Brasil e no mundo. Fora isso, o problema são os ladrões e não quem joga ou se distrai com o smartphone. Regrinha básica para a vida: A vítima nunca tem culpa.

Sempre que algo vira moda surgem pessoas “do contra”. Até aí tudo bem, não gostar de algo é totalmente compreensível. Mas com o sucesso de Pokémon Go! surgiu a figura do “Madurão” ou “Adultão” nas redes sociais. O adultão aparece sempre com um comentário mordaz, indignado com outros adultos animados com o jogo. “Idiotizante”, por exemplo, é um termo recorrente utilizado pelo “adultão” para criticar Pokemon Go. E é aí que mora o perigo, mas não para quem joga. Para o próprio “adultão”. Chamar de “idiota” e “infantil”, quem entrou na onda de Pokémon Go! só reforça a imaturidade de quem critica. Porque quem critica o faz porque não consegue lidar e respeitar as diferenças de gosto ou porque acredita que ao chamar de idiota algo que está na moda, se torna mais especial e autêntico, um “não idiota” só por ser “do contra”. Em ambos os casos o madurão se revela imaturo.

Então cuidado, querido leitor. Não banque o “adultão”. Achar o jogo chato, bobo, sem graça é ok! Diminuir quem gosta é coisa de “gente pequena”. E eu não estou falando de crianças.

Mas atenção, jogadores! Nada de invadir quintais, prédios e lojas sem autorização. Porque nestes casos aí você se torna sim um idiota. Ok?

Pokémon Go! é uma arma espiã da CIA? rs

Não! Também não é uma estratégia de lavagem cerebral do neoliberalismo ou invenção da Globo. É só um jogo.

Ele coleta seus dados pessoais? Sim, assim como a maioria das empresas de tecnologia hoje em dia. Você não paga para baixar o game, assim como não paga pelo facebook ou pelo google, mas em contrapartida você disponibiliza, cede, dados particulares como sua localização, contatos, histórico de navegação e buscas na rede. Mas nada de número de CPF, RG, ou coisa parecida. Mesmo assim é invasivo? Sim, mas não é ilegal, é o chamado capitalismo big data. As empresas de tecnologia ganham dinheiro assim, com informações sobre seus usuários.

Pokemon Go - Pais em Apuros
Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à humanidade. Então o mundo terá uma geração de idiotas.” – Albert Einstein.

O medo revelado pelo cientista na frase acima era de que a interação social fosse deixada de lado. Mas isso não acontece com Pokémon Go, pelo contrário, o jogo estimula que os jogadores conversem e que desbravem as áreas públicas, as ruas, prédios e praças das cidades. Pokémon Go é humano, demasiadamente humano. O Pais em Apuros acredita que Einstein iria gostar.

Imagem daqui: TecStudio

Moral da história: Boa caçada, família brasileira!

A equipe do Pais em Apuros aconselha você a embarcar nessa aventura com seu(s) filho(s)! Reserve um final de semana para passear pela cidade capturando pokémons com a criançada. É diversão na certa!

***

*Por Gilmar Silva com auxílio de Lucas Gambini

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Autor desta Publicação
Gilmar Silva
Jornalista e educador.

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