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Nostalgia escolar: O amado e odiado ensino médio

Saudades do Ensino Médio?

Uma época de transformações, desafios e afirmações para quem vive. Um tempo de nostalgia para quem já viveu. O Ensino Médio é, de fato, um período marcante. As primeiras aspirações de liberdade, os professores mais significativos, primeiros amores e descobertas vocacionais que guiarão o aluno durante suas trajetórias profissional e pessoal.

É tanta coisa junta que a pergunta que fica é: afinal, o que torna esta fase tão inesquecível mesmo depois de tantos anos? Por que há professores cujas lições ainda ecoam em nossas decisões mais importantes?

Nostalgia escolar

nostalgia escolar: Ensino Médio - Pais em Apuros!
Caverna do Dragão: Neste clássico desenho animado os adolescentes não conseguem escapar de um mundo imaginário.

Há jovens que parecem os personagens de Caverna do Dragão, pois vivem presos num mundo imaginário. Mesmo após a adolescência, o imaginário dessa fase ainda os influencia. Alguns sentem tanta falta (dos amigos, da popularidade, da sensação de segurança, etc)  que acabam não conseguindo se desenvolver plenamente na vida adulta. Isso também acontece com alguns jovens marcados por experiências negativas  no ensino médio  como o bullying ou a sensação de não pertencimento.

A boa notícia é que dá para amenizar esse “efeito Caverna do Dragão”, de eterna nostalgia do ensino médio, ainda na escola. Como? Com professores mais conectados com as necessidades sentimentais e sociais dos seus alunos.

Protagonismo jovem

Para a educadora Cláudia Alvarenga, de São José dos Campos, os três anos de Ensino Médio povoam as lembranças afetivas por estarem relacionados ao protagonismo que o jovem passa a ter durante esse período de tempo. De acordo com ela, além das questões próprias da idade, as escolas devem contribuir para que a experiência do Ensino Médio seja lembrada com o carinho que merece.

“A escola é não só um importante espaço de aprendizado, mas também de socialização. É preciso que a instituição ofereça ao jovem, nesta fase tão decisiva de sua vida, um ambiente que proporcione a ele essa condição de protagonismo e de participação”, explica.

Agrupando talentos

De acordo com Claudia, neste papel de socialização que a escola vem a desempenhar, há diferentes possibilidades de ações que podem ser executadas levando em consideração o perfil do colégio. Aulas extracurriculares, competições esportivas e quaisquer soluções que possam atrelar diferentes formas de talento transformam a escola em um ambiente mais preparado para o jovem.

“Grupos de teatro ou de expressão musical são exemplos de espaços para que esses talentos se manifestem e encontrem pares. Essas ações ajudam para que as lembranças desta época sejam sempre atreladas à coisas boas. Tudo vai fazendo com que os jovens se agrupem pela preferência e aí você resgata esse interesse pela escola”, diz.

Professores preparados

Outra característica marcante dos anos do Ensino Médio é a lembrança de grandes mestres. Professores que, além de transmitir as informações curriculares, são exemplos para uma vida toda.

Para a educadora, o perfil do docente não precisa seguir um script pré-determinado para agradar os estudantes. Basta, segundo ela, estar presente de corpo e alma durante as aulas e demonstrar uma afeição genuína pelos estudantes.

“Olhando para trás, todos nós temos professores marcantes em nossas vidas. E por que esses docentes foram tão especiais? Porque estavam lá por inteiro, preocupados não só em passar o conteúdo. E isso precisa ser verdadeiro. Nem todo o professor tem um dom para ser descolado, fazer piadas ou falar a linguagem dos alunos. Mas pode ter certeza que os estudantes percebem quando há uma dedicação honesta. E é isso o que estreita os laços”, orienta.

Novos desafios

Em tempos de tantas mudanças sociais e de revolução nas maneiras de relacionar-se e de informar-se, a escola precisa estar atenta às novas exigências. O contexto de velocidade em que os comportamentos vão se transformando precisa ser acompanhado de perto pelas escolas para que o ambiente escolar continue saudável aos mais jovens.

“Os professores que enxergam com pré-conceito a geração atual, julgando que seu comportamento é  fútil e que há pouco interesse em questões mais aprofundadas, irãoperder grandes possibilidades. É preciso, se não falar a mesma língua, interessar-se minimamente pelo panorama no qual os alunos estão atualmente inseridos”, conclui.

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Por João Pedro Teles e Gilmar Silva

Autor desta Publicação
Pais em Apuros
Ser um espaço confiável e qualificado de ajuda aos pais na alucinante, maravilhosa e também muitas vezes insana aventura que é a criação dos filhos.

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