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Seu filho quer ir de bicicleta para a escola. E agora?

 Sobre ir de bicicleta para a escola

Por Federica Fochesato

A bicicleta já fazia parte do lazer da família toda. Assim, pai, mãe e o filho já curtiam juntos pedais por ruas de São José dos Campos. Quando pequeno, Natan ia na cadeirinha para diversos lugares até que, aos 6 anos, chegou a hora de pedalar na própria magrela ao lado dos pais. Mas, se você pensa que a evolução parou por aí, engana-se…

Aos 11 anos, lá estava ele, Natan Santin Alencar já indo sozinho pedalando para a escola que, na época, ficava bem pertinho de casa: a cerca de 1 km, na região central da cidade. Hoje, Natan, filho da educadora Daniela Santin Alencar, 42 anos, está com 12 e, embora tenha mudado de escola, segue indo sozinho, amadurecendo cada vez mais num misto entre responsabilidade, liberdade e autonomia.  E o trajeto agora pede ainda mais atenção, pois a escola fica a quase dois quilômetros de sua casa.

Só cuidado com o trânsito não basta

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Natan, aos 11 anos, indo de bicicleta para a escola.

Muitos, na certa, se indagarão: mas quando, afinal, podemos deixá-los irem pedalando a sós para a escola? Segundo Daniela, uma entusiasta do ir e vir de magrela e que viveu durante a sua infância e adolescência essa experiência que Natan tem hoje, não se trata apenas de constatar se o filho é atento ou não aos elementos da rua e do trânsito. Identificar o momento certo vai além disso: envolve toda a relação de confiança que é estabelecida durante o processo de educação junto aos filhos.

“Natan sempre foi muito responsável. Isso foi o que me encorajou a deixá-lo ir sozinho. Tudo que se pede, ele faz. E é claro que sempre reforço uma série de orientações sobre como ele deve se portar com a bicicleta. Além do mais, Natan relata as experiências que passa na rua”, contou a mãe.

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Daniela e Natan

Logo, o diálogo em torno das experiências vividas no vai e vem da escola, é muito importante para os pais conseguirem detectar como o pedal e a relação com a cidade têm discorrido e até mesmo se a criança está se sentindo feliz e segura com aquilo.

E por falar em segurança e meio social, Daniela enfatiza que busca afastar a exagerada “cultura do medo” típica da sociedade atual que, por sua vez, acaba fazendo com que muitas pessoas não “vivam” as ruas e, consequentemente, isso se estende aos filhos que acabam não tendo autorização para ir sequer até a padaria ao lado de casa.

“É lógico que orientamos (sobre a violência do trânsito) Natan com os cuidados essenciais e observamos tudo, porém, não posso prendê-lo em casa. O que tiver que acontecer, acontecerá”, finalizou com segurança.

Orientações básicas para o trânsito

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Vale destacar que crianças que já viveram com mais intensidade a experiência do pedal ao lado dos pais, na certa terão um olhar mais aguçado sobre como portar-se no trânsito no momento de irem sozinhas. E isso passa por uma série de recomendações.

No caso de Natan, as recomendações principais são:

– Realizar as travessias de uma rua para outra sempre na faixa de pedestre, olhando para ambos os lados antes de fazê-la;

– Cuidado extremo com os que estão a pé e, sobretudo, com as pessoas de idade;

– Utilizar as calçadas com bom senso. O ideal seria não utilizá-las, mas isto é impossível  em várias avenidas – na ausência das ciclovias e ciclofaixas – que as crianças pedalem junto aos veículos motorizados na mesma via.  

Outra recomendação que o pai e a mãe de Natan costumam enfatizar é a entrega da bicicleta imediatamente em caso de assalto. Além disso, sugerem sempre que ele use um tênis menos chamativo assim como a bike – pode até parecer uma bobeira, mas é um detalhe que colabora para afastar eventuais problemas de violência social.

Natan segue tudo isso à risca. E a sensação de liberdade e autonomia que a bicicleta traz aos seus usuários só aumenta no menino. De leve, ele já começa a ir para além da escola, se lançando em diversos passeios de bicicleta com os amigos. O desenvolvimento social e a saúde do Natan agradecem!

***

Autor desta Publicação
Pais em Apuros
Ser um espaço confiável e qualificado de ajuda aos pais na alucinante, maravilhosa e também muitas vezes insana aventura que é a criação dos filhos.

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