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Meu filho não gosta de cortar o cabelo. E agora?

“Hoje é dia de cortar o cabelo”. Essa frase é suficiente para instalar o desespero em algumas crianças, que, ao enxergarem na tesoura a possibilidade de dor, esperneiam e já se aprontam numa birra daquelas. E agora, como lidar?!

 

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Conversamos com o cabeleireiro Alex Santos, especialista em corte infantil masculino. Mais conhecido pela criançada como “Tio Kéquis”, o cabeleireiro do salão Formah, de São José dos Campos, interior de São Paulo, deu dicas preciosas para transformar a hora do corte de cabelo em uma experiência bacana para as crianças.

COMO LIDAR

Uma boa dose de paciência

A principal dica é ter paciência, agendar o corte num dia de semana (uma vez que há menos movimento) e levar os mocinhos em dias em que eles não estejam muito cansados.

Ambiente a criança

A familiaridade com o local e com o profissional ajuda muito. Por isso recomenda-se que papais e mamães levem consigo a criança quando forem cortar o próprio cabelo. Isso para ambientar as crianças e reforçar a ida ao salão como algo positivo do tipo: “aquele dia o papai foi ficar mais bonito. Hoje você que vai ficar mais bonito(a)”.

Entretenha

De acordo com o Tio Kéquis, desenhos animados, balas e brinquedos são bons aliados para entreter a criança durante o corte. Todo acolhimento e ludicidade possível são bem-vindos diante do pavor que algumas crianças sentem dos cabeleireiros, pois servem como facilitador nesse momento, deixando a criança mais dispersa e menos focada na experiência do corte.

“Tem criança que vem aqui por causa da bala e do espaço aconchegante, é preciso que a criança se sinta familiarizada com o ambiente”, afirma o cabeleireiro.

Nada de roupa “pinicando”

Além da preocupação com o espaço, outra dica importante que os pais se lembrem de levar uma troca de roupa para os filhos.

Colo é sempre bom

Recomenda-se, principalmente no caso de crianças de até 3 anos de idade, que a mãe ou o pai sente-se na cadeira do cabeleireiro com o filho no colo até o final do corte.

“É uma questão de segurança, uma vez que a criança pode se mexer muito durante o corte. Nada melhor do que os próprios pais para auxiliar”, explica Alex.

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SAÚDE

Independentemente de levar os pequenos para cortarem os cabelos ou não, é sempre bom dar uma boa caprichada na higiene capilar.

Nesta época do ano, outono e inverno, as baixas temperaturas podem piorar ou desencadear os ataques de dermatite. É recomendável, portanto, fazer o possível para manter a temperatura amena em casa.

“No inverno, o quadro piora porque a pele tende a ficar ressecada e os banhos são mais demorados e com água muito quente”, aponta o dermatologista Samar El Harati” em reportagem publicada no portal M de Mulher

Nos pequenos, a dermatite seborreica é a doença capilar mais comum. Suas principais características são a escamação e a vermelhidão. A causa não é totalmente conhecida, e a inflamação pode ter origem genética ou ser desencadeada por agentes externos, como alergias, situações de fadiga ou estresse emocional, tempo frio, excesso de oleosidade. 

Já em recém-nascidos essa manifestação ocorre porque o organismo da criança possui altas concentrações de hormônios que foram transferidos pela mãe durante a gestação ou na amamentação. Por conseguinte, os hormônios estimulam a produção inadequada de sebo por meio das glândulas sebáceas anexas aos folículos pilosos e capilares. Mas vale ressaltar que a dermatite seborreica em recém-nascidos, conhecida como crosta-láctea, é uma condição inofensiva e temporária.

SINTOMAS

 De forma geral, os sintomas da dermatite seborreica são:

  • oleosidade na pele e no couro cabeludo
  • escamas brancas que descamam – caspa; escamas amareladas que são oleosas e ardem
  • Coceira, que pode piorar caso a área seja infectada pelo ato de “cutucar” a pele
  • leve vermelhidão na área
  • possível perda de cabelo

Aparecendo alguns desses sintomas, procure orientação médica. E claro, não deixe nunca de observar os pequenos, olhar de perto é amor, e todo cuidado nunca é demais.

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Autor desta Publicação
Vanessa Alves
Jornalista e poeta. Amante de metáforas, psicanálise, ciência e toda forma de Arte.

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